Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo

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Mulheres da saúde em luta: contra violência, por direitos e contra a Copa!


No dia 08 de março, mulheres do mundo todo foram às ruas gritar contra as opressões cotidianas. A frase “todo dia é dia da mulher” oculta as dificuldades enfrentadas diariamente pelas mulheres vítimas de violência em seus lares, pelas milhares que encaram jornadas duplas ou até triplas, se dividindo entre trabalho, estudos e cuidados com filhos, pelas mulheres que ainda sofrem com salários mais baixos e condições mais precárias de trabalho.

A luta é que está presente em todo dia da mulher! E juntas, nossa luta contra as opressões de gênero, raça e, acima de tudo, classe social é capaz de avançar contra as injustiças.

Neste ano de Copa do Mundo no país, evidenciam-se problemáticas frequentes: além da retirada paulatina de direitos – inclusive o de liberdade de expressão, como vimos observando e sendo vítimas nos últimos meses - a exploração e o turismo sexual assumem posição de destaque no mercado do capital que se mobiliza para o evento esportivo.

Não podemos ficar caladas! Um 08 de março que sucede o carnaval, ironicamente, nos aviva a lembrança de que somos donas de nossos corpos, e que ninguém pode transformá-los em objeto ou mercadoria.

Na área da Saúde, onde a maior parte da força de trabalho é composta por mulheres, a violência assume também seu viés institucional, com ameaças de demissões de terceirizados, privatizações, assédio moral e sexual dentro de empresas, flexibilidade de contratos que infringe direitos (como a licença-maternidade). O caso do Hospital Pérola Byngton, símbolo do cuidado com a mulher e de resistência contra a violência sexual, que ameaça ser privatizado, deve ser uma bandeira presente em nossa luta.

Assim, convocamos todas as que percebem a opressão em seus cotidianos a se juntarem a nós nessa luta: contra a violência, por direitos e contra a Copa!

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