Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo

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Não se fazem hospitais com Copa do Mundo

Desde janeiro de 2014 diversas pessoas, coletivos e movimentos sociais indignados têm ido às ruas com a palavra de ordem Se não tiver direitos não vai ter Copa. Em fevereiro e março os protestos exigiram o investimento de nossos impostos na educação e no transporte público. Em abril é a vez da saúde!

Todas as pesquisas de opinião mostram a saúde como a principal preocupação dos brasileiros. Apesar disso, prefeitos, governadores e a presidente, não tratam a saúde da população como prioridade. O resultado sentimos na pele todos os dias nas portas dos hospitais e centros de saúde pública. Todos os dias alguém morre nas filas dos hospitais, todos os dias alguém fica sem leito pois não há vagas e todos os dias muitos são acometidos por doenças que poderiam ser evitadas.

A desculpa da vez para colocar a saúde em segundo plano é a Copa da FIFA. O Estado brasileiro, mais uma vez submisso ao interesse internacional, gasta nosso dinheiro para fazer a Copa dos ricos. Ao invés de hospitais e leitos, construíram estádios e arquibancadas; ao invés de remédios, fizeram investimentos milionários em hospitais particulares e empresas privadas, tudo para o atendimento dos turistas.
O retrato da Copa sem povo brasileiro é a falta de investimentos em direitos sociais, acirramento do problema de moradia com a expulsão de moradores de áreas com potencial de valorização com a Copa, as mortes de operários pela pressa das obras e o intenso esquema de criminalização dos movimentos sociais que tentam expor as barbaridades. Os absurdos não param por aí.

Na área da saúde o programa 11 pela Saúde da FIFA, em parceria com o governo, ensina hábitos preconceituosos e cientificamente duvidosos em escolas públicas. A Copa reforça a imagem de patrocinadores ligados a comportamentos pouco saudáveis como o McDonald's e a outras megaempresas como a Johnson & Johnson. Lucro não rima com saúde!

Outros ataques à saúde pública aparecem em todas as decisões tomadas no setor. Os governos entregaram apenas 10,6% das ações em saúde previstas no PAC 2. Como se já não fosse odioso o suficiente a lentidão nas ações de desenvolvimento da infra-estrutura e atendimento da população, também anunciam sem dó o aumento dos preços de medicamentos a partir de maio de 2014. Os reajustes serão de até 5,68% e valem para 24 mil itens. Anunciam, assim, que em ano de Copa o Estado irá deixar o povo com a saúde desamparada, sem os investimentos que são nossos por direito.

O Ronaldo “Fenômeno” disse Não se faz Copa com hospital. Nós dizemos Se não tiver Saúde não vai ter Copa. Exigimos a ampliação do financiamento da saúde pública. Queremos dinheiro para saúde do povo! Apontamos três medidas concretas para o governo brasileiro ampliar o financiamento do SUS: 1) aprovar o projeto de iniciativa popular que exige que o governo federal aplique na saúde 10% da receita corrente bruta; 2) Fim e reversão das privatizações; 3) Fim dos subsídios que beneficiam a saúde privada.

É justamente para denunciar os absurdos da Copa e exigir nossos direitos que vamos às ruas. Nossa manifestação sairá do MASP no dia 15 de abril às 18h.

Link do evento: https://www.facebook.com/events/529099743869421/
#SeNaoTiverSaudeNaoVaiTerCopa

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