Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo

Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo

Pelo direito de manifestação!

O relato da prisão arbitrária do trabalhador da saúde Fábio



Nesta segunda feira dia 23 de junho de 2014, no horário do jogo Brasil e Camarões, centenas de pessoas se reuniram em São Paulo, na Avenida Paulista para a décima primeira manifestação “Se não tiver direitos não vai ter Copa” organizada pela frente de mesmo nome que articula pessoas, coletivos e movimentos sociais indignados.

Esta manifestação ocorreu em um clima tenso com grande aparato policial, com tentativas de impedir o ato de acontecer, mas a resistência dos manifestantes e sua organização protagonizaram um protesto alegre, com cartazes, futebol de rua e uma caminhada. Entretanto na dispersão, quando manifestantes já estavam dentro do metrô, temos mais um episódio de violência e arbitrariedade policial:

O manifestante Fábio, trabalhador da saúde no Centro Saúde Escola do Butantã ligado a USP, participava do protesto como representante do comando de greve da USP liderada pelo SINTUSP. A caminho de pegar o metrô junto com outros manifestantes na escada do metrô é abordado por Policiais que não estavam fardados e se diziam policiais civis. Testemunhamos ele ser puxado agressivamente pelos pés. De diversas tentamos diálogos, acompanhamos a revista de sua mochila que não encontrou nada, absolutamente nada que poderia incriminar alguém. Queremos deixar claro que esta revista não encontrou nenhum artefato. A sequência disto foi o chamado destes supostos policiais aos quais preferimos nos referir com P2, ou seja, policiais infiltrados aos Policiais do Choque que dispersaram todas as pessoas que estavam ali indignadas tentando dialogar para impedir a arbitrariedade.

Durante essa sequência de manifestações a violência policial tem sido constante e os exemplos emblemáticos são o do caso Fabrício que foi atingido por policiais com arma de fogo na primeira manifestação no dia 25 de janeiro e também a manifestação do dia 22 de fevereiro em que a Polícia Militar prendeu centenas de pessoas de uma só vez sem elas terem feito nada. Entretanto, mesmo com tantas intimidações, esta frente não recuou e continua nas ruas por direitos sociais, contra a Copa e sem deixar nenhum manifestante para trás.

Queremos justiça! Pela libertação imediata do trabalhador Fábio.

Heitor Pasquim – ativista do Fórum Popular de Saúde
Daniel Biral – advogado e ativista do coletivo Advogados Ativistas
Padre Julio Lancelloti

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