Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo

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Contra o desmonte do SUS - Saúde não é mercadoria!




SAÚDE, em sua opinião, é uma mercadoria?

Quanto custa uma dor? E quanto custa deixar de senti-la?

Dentro da sociedade capitalista, todas as coisas têm um preço. Até a vida humana em tempos sombrios como o nosso têm um preço. Nas mais diversas situações esse processo de mercantilização é temerário, porém quando se trata de vidas compreendemos que não se pode em nenhum aspecto objetificar e transformar o sofrimento humano em balcão de negócios. E é por essa compreensão que o Brasil e muitos outros países do mundo* implantaram sistemas públicos de saúde gratuitos e universais**.

O SUS foi e ainda é o sistema de saúde defendido por quem compartilha essa compreensão, e  devido à má vontade política, nunca foi completamente implantado. Justamente por saber que qualquer pessoa está disposta a gastar o que tiver a seu alcance para garantir sua própria saúde ou a vida de uma pessoa querida, empresários sondam com seus olhos grandes a saúde pública e buscam de todas as formas brechas para obtenção de lucros por meio das áreas da saúde – o que, diga-se de passagem, vem sendo facilitado pelos governos desde a promulgação das primeiras leis do SUS.

As tentativas de acabar com esse SUS – público, estatal, gratuito e de QUALIDADE – foram inúmeras. Na cidade de São Paulo, o SUS chegou a ser cancelado entre os anos 1993 e 1996 (pouco após sua implantação) através do PAS - um sistema proposto pelo então prefeito Paulo Malu, o qual tinha como característica ser apartado do SUS; na época, trabalhadores/as da saúde foram remanejados pra creches e bibliotecas e outros foram terceirizados via cooperativas.  Mais à frente, após essa experiência, o SUS volta para a cidade com o início do programa federal Saúde da Família - embora tenha voltado, o sistema teve seu retorno sob uma escolha política dentro de uma ótica privatizante, via as conhecidas organizações sociais (OS’s).  Essa prioridade ao privado começa com a gestão de Marta e se mantem com Serra, Kassab e Haddad a conta gotas até chegar à gestão atual com um escancaramento do projeto neoliberal nas propostas do político fantasiado de gestor (ou o rico fantasiado de trabalhador?), João Dória.

Um bom exemplo de como a saúde é tratada como negócios é o lobby feito por políticos dentro das estruturas do estado em benefício às empresas de planos de saúde privados (alavancado pelo ministro Ricardo Barros), laboratórios farmacêuticos e outras empresas multinacionais. Sucatear a qualidade do SUS é estratégico para poder oferecer à população consultas e exames em planos de saúde com preços “populares” (que cobre pouquíssimos tratamentos), remédios e serviços de qualidade questionáveis.

Defender a saúde como direito é dizer não ao desmonte do SUS!

Respeitar a vida das pessoas é lutar contra a privatização e contra formas suspeitas de oferecer saúde como se a mesma fosse apenas um produto pelo qual poucos podem e ninguém deveria pagar. 

O FÓRUM POPULAR DE SÁUDE é contrario a propostas que buscam acentuar desigualdades e piorar ainda mais a saúde das pessoas, contra ações privatizantes mascaradas de eficiência de qualquer governo e empresários! 

Contra o desmonte do SUS - Saúde não é mercadoria! 




* São exemplos Reino Unido, Cuba e Canadá

**Universalidade é a garantia de que qualquer um possa ter o direito garantido, caso necessite.

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