Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo

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Fortalecer o SUS pela vida das mulheres!



Mais um 8 de março se aproxima e as mulheres continuam sendo oprimidas e exploradas, situação essa que se intensifica com a retirada de direitos, seja por meio de propostas dos governos Temer, Alckmin ou Dória.

As mulheres constituem a maior força de trabalho e certamente serão as mais prejudicadas com a Reforma da Previdência, uma vez que muitas terão seus benefícios diminuídos (como por exemplo as pensões) e outras nem sequer se aposentarão, configurando-se assim mais uma forma de violência contra a mulher. Os baixos salários, falta de creches, flexibilização de contratos de trabalho que infringe direitos, como a licença maternidade, poucas horas de descanso aliados à responsabilidade com o trabalho doméstico e cuidados com os filhos, agravam ainda mais as condições de saúde física e mental das mesmas.

A terceirização dos serviços de saúde, recursos financeiros insuficientes destinados ao SUS, afetam e dificultam ainda mais o acesso das mulheres aos tratamentos sejam eles preventivos ou curativos, o que vai contra um dos princípios do SUS que é a Universalidade do atendimento para todos os cidadãos. A falta de saneamento básico, transporte público adequado, ausência de ações educativas emancipatórias também intensificam e favorecem o surgimento de epidemias, como por exemplo a do Zika vírus, em que muitas mulheres foram culpabilizadas, por parte do poder público, pela contaminação da doença, além de terem sido responsabilizadas pelas consequências, tendo que assumir o cuidado dos bebês com microcefalia sem suporte do Estado.

Além disso, muitas mulheres morrem de causas preveníveis, como por exemplo, o câncer de colo de útero, câncer de mama, problemas decorrentes da gestação e parto, entre outras. Também se observa grande incidência de HIV na população feminina, como consequência da falta de investimentos em políticas públicas preventivas.

A mortalidade de mulheres, principalmente as pobres e periféricas, por consequência de aborto ilegal torna-se um problema gravíssimo de saúde pública. Os programas destinados à saúde da mulher são focados meramente na questão reprodutiva e desconsideram o direito sobre seu próprio corpo. Tal fato também pode ser observado entre as gestantes, que muitas vezes são privadas da escolha do tipo de parto que gostariam, seja pela falta de equipamentos de saúde (São Paulo tem apenas 3 Casas de Parto com atendimento SUS) seja pela violência institucional  e obstétrica.

Outro ataque à saúde das mulheres pode ser notado no município de São Paulo, com o fechamento das farmácias das Unidades Básicas de Saúde, o que inviabiliza o acesso a medicamentos contraceptivos, e o corujão noturno, em que exames são agendados no período noturno, colocando em risco a vida das mulheres.

Para que as mulheres não morram devemos fortalecer o SUS, somos contra a saúde privada que encara o ser humano como uma possibilidade de lucro!

Em defesa do SUS!

Nenhuma a menos!

Nenhum direito a menos!

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