Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo

Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo

Quem Somos




Histórico do Fórum Popular de Saúde

O Fórum Popular de Saúde surge em 2009 como um coletivo autônomo, suprapartidário formado por lutadores/as em defesa de uma saúde pública estatal, gratuita e de qualidade. Alavancado pelo ataque do governo de José Serra que propunha mudanças na lei que permitiria a privatização de qualquer hospital ou serviço público de saúde no Estado de São Paulo
Diante de um cenário de desinvestimento nas políticas sociais e retirada de direitos, usuários e trabalhadores do Sistema Único de Saúde se organizaram constituindo os fóruns, em diferentes cidades e estados.
O Fórum é lançado oficialmente em ato no dia 24 setembro de 2009 e assume como princípios:

O Fórum é criado com os seguintes princípios: resistência a qualquer ataque à saúde universal e pública. Nesse momento convidamos todos a cerrarem ombros na luta contra a privatização da saúde, escancarando a busca da lucratividade e imposição da lógica privada por detrás das Organizações Sociais e da Fundação Estatal de Direito Privado. A radicalidade em promover o encontro do povo, apontando que a luta pela saúde é mais do que uma luta setorial, é um enfrentamento do modelo capitalista (...) Temos por princípio também a proposição, para a conquista de avanços e vitórias na área da saúde, do ponto de vista de quem pretende um sistema público, de qualidade e universal.(...)Vem resistir a isto e propor uma aliança ampla em torno do caráter público do SUS, promovendo encontros de todos os setores, manifestações, constituindo um novo patamar para a luta, onde prevaleça a participação e o poder de decisão, a pluralidade e a crítica, visando à construção de uma saúde universal de fato pública em conjunto com uma sociedade justa e igualitária.

             O Fórum Popular de Saúde a partir do acúmulo construído com seus militantes defende esse modelo de saúde e se posiciona contrário às privatizações e em defesa do/a trabalhador/a e do aumento do financiamento público do SUS.
No Estado de São Paulo estamos presentes nas cidades de Santos, Sorocaba, Campinas, Barretos e na Capital. Na Capital, devido às complexidades de mobilidade e diferentes regiões há a organização por meio de núcleos regionais - Centro-Oeste, Leste, Norte (em construção). Cada Fórum/núcleo estabelece sua própria dinâmica de reuniões e ações, respeitando as particularidades de cada localidade e de seus/suas lutadores/as.
O Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo mantém diálogo com movimentos sociais que pautem as mudanças na sociedade que compartilhamos e compreende que a luta por Saúde abrange a garantia de direitos básicos como acesso a moradia, alimentação, trabalho e educação. Também estabelece diálogo próximo com a Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, organismo em nível nacional composto por militantes que buscam um enfrentamento em nível legislativo aos ataques à saúde como direito.
Se você reconhece que Saúde é um direito e que não pode ser tratada como mercadoria, e como direito não será retirado sem resistência e luta, junte-se a nós! Procure o Fórum mais próximo de seu bairro ou região, ou crie um novo núcleo!   Em 2010 realizamos um plebiscito sobra a situação da saúde dialogando com a população e a convocando para lutar.

O Fórum e as lutas

A luta é diária e o Fórum atua como organismo vivo alimentado por seus lutadores. Cada pessoa que exige o atendimento que lhe é garantido pela Constituição, em algum nível, se identifica com a principal bandeira do Fórum. Assim, estamos presentes nas dimensões cotidianas dos bairros e em ações amplas de maior visibilidade.
Ao longo dos sete anos de mobilização, organizamos e articulamos a realização de três seminários estaduais, construímos as reuniões da Frente Nacional contra as Privatizações e outros movimentos, além de lutas e reuniões de organização e formação.


Outras atividades:

  • Em 2010 realizamos um plebiscito sobre a privatização da saúde e sobre as principais demandas sobra a situação da saúde dialogando com a população e a convocando para lutar.

  • Ações contra a privatização do CAISM Água Funda (2011):  Mobilizações com trabalhadores do serviço que incluíram ações no próprio serviço, debates e protestos na Avenida imigrantes e na Avenida Rebouças.
         
  •     Articulação de lutas no dia mundial da saúde -07/04: reuniões, debates e atos              públicos; 
         
  •  Articulação de lutas no dia da luta antimanicomial – 18/05: reuniões, debates e atos públicos;
         
  •  Mobilizações pró construção de UBS/serviços Jardim Helian (Zona Leste) e Jardim Brasília (Zona Norte) e artciulação com a Rede Extremo Sul;
         
  •  Malhação dos “Judas da Saúde” (2012): ato simbólico na praça da Sé com a “malhação” de bonecos representando o então prefeito Kassab e governador Geraldo Alckmin
         
  •  Ocupação contra o Apagão da Saúde (2012): ação de ocupação junto ao MTST, durante período pré-eleitoral, de prédio abandonado na Zona Sul de São Paulo, destinado à construção de um dos três hospitais prometidos na gestão (nenhum foi construído). A Ocupação celebrou a inauguração simbólica de um hospital popular
         
  •  Ocupação da Secretaria Estadual de Saúde (2013): também em conjunto com o MTST cobrando melhorias em diversos pontos ligados a saúde pública
         
  •  Atos contra o aumento da tarifa/catracas da Saúde (maio/junho2013): participação da luta contra o aumento de tarifa organizada pelo MPL São Paulo; participação ativa na articulação de ações com o Movimento Passe Livre (Catracas da Saúde), enfatizando o quanto a falta de mobilidade pode impactar o acesso a saúde.
         
  • Via sacra da saúde (agosto/2013): série de três protestos que se organizavam como uma via sacra, visitando pontos específicos - sede da prefeitura, secretaria estadual de saúde, escritório do governo federal/ ministério da saúde e o hospital particular Sírio Libanês. Esta, sem nenhuma dúvida, foi à ação de maior repercussão do fórum derrubando o então secretário da saúde Giovanni Cerri. Na sequência, também “visitamos” a clinica particular de David Uip, novo secretário estadual de saúde, manifestando a insatisfação com a política privatista na Saúde.
        
  •  Ocupação das secretarias de saúde (final de 2013): novamente com o MTST, cansados de uma secretaria empurrar o problema para outra, ocupamos simultaneamente a Secretaria Estadual de Saúde, a municipal de saúde das cidades de São Paulo, Embu, e Taboão. Nessas ações foram definidos compromissos de pautas concretas para melhoraria da Saúde.
         
  •  Articulação de atos da Frente “Não vai ter Copa” (2014): o Fórum foi o movimento que articulou uma frente de protestos críticos a realização da Copa no país. Esta frente era denominada “Se não tiver direitos não vai ter copa”, abreviada para Não vai ter Copa, e encabeçou cerca de dez protesto no primeiro semestre de 2014 sendo vitoriosa em questionar este megaevento e problematizar o gasto com obras e iniciativas que não impactaram a vida da população
         
  • Posto de Saúde Popular (2015): iniciamos a experiência do Posto de Saúde Popular na Zona leste, na Ocupação copa do povo, do MTST. Ali a proposta foi de mobilizar a população para a luta pela Saúde, mais que oferecendo assistência, promovendo a discussão sobre o SUS e saúde.


Estado de São Paulo






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